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"A favor da saúde" - Canguru é destaque no jornal Estado de Minas

Matéria de capa do Caderno Bem Viver (Estado de Minas) aborda a importância do app Canguru Gravidez, criado pelo médico Gustavo Landsberg

09.09.2018 • Equipe Canguru

Médico cria aplicativo gratuito que orienta gestantes e derruba mitos em torno da hora do nascimento, como o que prega a inviabilidade de parto normal após uma cesárea

Laura Valente - 9/9/2018

Médico de família há mais de 15 anos, Gustavo Landsberg se viu desafiado a melhorar a assistência a gestantes e parturientes no país.

Veio daí a ideia de criar o Canguru Gravidez, aplicativo gratuito que funciona como um canal de comunicação direta com a gestante, lista o percurso que ela pode fazer do pré-natal ao parto, responde a dúvidas, explica exames, sintomas, plano de parto.

Com pouco mais de quatro anos de existência, o app já conta com 320 mil cadastros em 1.085 cidades e cerca de 2 mil novos downloads por dia, é indicado por programas de assistência à gestante, como o projeto Parto Adequado, desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), com o apoio do Ministério da Saúde, e traz taxa de parto vaginal entre as assinantes bem superior à média nacional: 60,8% (contra 44,4% da média brasileira). 

“Temos uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiras, doulas, odontólogos e psicoterapeutas, entre outros profissionais. Entendemos que o acesso a informações confiáveis é a chave para que a mulher possa fazer as melhores escolhas durante a gestação e o parto. Nosso objetivo é aumentar os índices de parto normal no país”, conta.

Entusiasta confesso do parto normal, o médico afirma que somente a informação é capaz de devolver à mulher o protagonismo da gestação e do parto. “Imagine que uma gestação pode durar até 42 semanas, mas é praxe no país agendarem a cesariana na 39ª ou 40ª, o que não recomendo, pois acredito que o bebê tem a hora certa de nascer. Então, é preciso levar informação segura e de qualidade para que a mulher decida, independentemente de razões mercadológicas que, muitas vezes, elegem uma cesárea por ser mais conveniente para o médico”, alfineta.


Fonte: Laura Valente, Estado de Minas (Caderno Bem Viver), domingo, 9 de setembro de 2018, http://impresso.em.com.br/toda-semana/bem-viver/

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